terça-feira, 31 de agosto de 2010

CORROÍDA

Ontem vi a peça ABRACADABRA, quer dizer... ABRA-CADÁVER... o meu cadáver corroído, aberto por dentro. Corroí, de ódio também, de desejo e de medo. Nossa, como eu queria matar cada um que saía fazendo barulho do teatro! Porque era totalmente ligado ao como eu queria ouvir o que ele dizia! E mesmo sabendo que estava morto, eu não conseguia abandoná-lo, o morto que era muito vivo morreria! Fomos expulsas do teatro, saí e logo em seguida, me arrependi. Do lado de fora, caí e não dormi. Fiquei hipinotizada, drogada, descontrolada, desestruturada e desequilibrada. Estou com vontade de cair numa cilada: pedir desculpa e sei lá pra quem. Chorar? Chorar deve ser diminutivo de encarar ou aumentativo de vivenciar. É que morrer é o aumentativo de viver!

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