segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Aulas de dança contemporânea com Luciana Lara 2016 em Brasília -DF

Venha fazer parte do Núcleo de Formação da Anti Status Quo Companhia de Dança (também conhecida por A.S.Q. Companhia de Dança !

As aulas de dança contemporânea com a diretora e coreógrafa da Anti Status Quo Companhia de dança de 2016 recomeçam dia 15 de fevereiro de 2016!

Turmas, horários e local continuam os mesmos do ano passado! Venha fazer uma aula experimental gratuita!! Vagas limitadas.

Iniciantes e iniciados
Segundas e quartas de 18:30 às 20h


Intermediário/ avançado

Terças, quintas e sextas de  12:15 às 13:45

Local: Sala de balé do Teatro Nacional ( Acesso Via N2. Entrada pela Secretaria de Cultura do DF)
Mais informações: (061) 96454443 - lucianalara.asq@gmail.com

      Design gráfico: Marconi Valadares   Foto: Valéria Rocha

Informações sobre as aulas:

Indicação:


Bailarinos em formação e profissionais que querem manter seu trabalho artístico,  técnico e  corporal, estudantes de artes (dança teatro, circo, performance,etc) e  pessoas interessadas em conhecer o universo da dança contemporânea .


Núcleo de  Formação A.S.Q.


Tem como o objetivo viabilizar a contínua formação artística e técnica de intérpretes em dança contemporânea fazendo um recorte do trabalho que a Anti Status Quo Companhia de Dança realiza. Para conhecer mais sobre o trabalho da Companhia acesse: http://www.criacaoabertaantistatusquo.blogspot.com.br

Muitos artistas de Brasília já passaram pelo Núcleo de Formação A.S.Q. alguns, inclusive, passaram a ser dançarinos da Companhia depois de um tempo no Núcleo de Formação. Fazer essas aulas é uma maneira muito interessante de se aproximar e conhecer de perto o trabalho em dança contemporânea realizado à 27 anos por uma das Companhias mais atuantes no cenário da dança contemporânea de Brasília e do Centro-oeste. 

Conteúdo das aulas

O conteúdo programático inclui aulas práticas e teóricas de consciência corporal, alongamento, técnicas contemporâneas (release-based tecnique), improvisação, trabalho de colaboração, composição coreográfica, Coreologia (Laban), história da dança, apreciação crítica, análise de obras de dança (vídeos, espetáculos, instalações coreográficas, intervenções urbanas, etc) e realiza criações e montagens coreográficas para apresentação pública focadas no exercício do intérprete.


 Luciana Lara

Coreógrafa, pesquisadora, artista da dança contemporânea, mestre em artes no Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade de Brasília - Unb (Linha de pesquisa: Processos Composicionais para a Cena). Fez especialização no Laban Centre for Movement and Dance em Londres – Inglaterra (1996-1998), onde estudou Coreologia, Coreografia, Design Visual (figurino, cenário, e Iluminação) para dança com bolsa do programa APARTES da CAPES. É graduada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Fundação Brasileira de Teatro - Faculdade de Artes Dulcina de Morais em Brasília-DF. É fundadora, coreógrafa e diretora artística de um dos grupos de dança contemporânea mais atuantes e respeitados de Brasília-DF: a Anti Status Quo Companhia de Dança (desde 1988).

Durante os 26 anos à frente da Companhia, Luciana criou e dirigiu 10 espetáculos, várias intervenções urbanas, exposições, foto performances, videodança e instalações coreográficas. Principais obras: “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica”(2014), “Autorretrato Dinâmico“ (2009), “ Projeto de intervenções urbanas Jamais seremos os mesmos” (2008), “Cidade em Plano” (2005), “Aletheia” (2003), “Coisas de Cartum” (2002), “Dalí” (2000), “Nada Pessoal” (1998), “No Instante” (1996), “Anti Status Quo Dança” (1994) e “Efeitos” (1991).

Luciana Lara também desenvolve projetos de dança-educação, transformação de plateia e formação de intérpretes para dança contemporânea. Em 1995, foi uma das representantes do Brasil no programa de coreógrafos internacionais residentes no American Dance Festival, em Durham, Carolina do Norte (EUA).

Seus principais estudos se concentram no campo da criação, da dramaturgia/ criação de sentidos em dança, dos processos criativos, da relação do corpo com a cidade, da release-based techinque e da improvisação. Foi professora de disciplinas de expressão corporal, corpo e movimento nos cursos de artes cênicas na Universidade de Brasília e na Faculdade de Artes Dulcina de Morais. Atua também fora da Companhia como pesquisadora, preparadora corporal de atores e bailarinos, coreógrafa, consultora cênica, provocadora e dramaturgista em grupos de teatro e dança como Teatro do Concreto-DF, Companhia de Teatro Brasiliense, Alaya e Atmos Compahia de Dança.

É autora do livro “Arqueologia de Um Processo Criativo - Um Livro Coreográfico” publicado em 2010 pela Antistatusquo pelo Prêmio Bolsa Estímulo à Crítica da Funarte 2008 e o FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.



Anti Status Quo Companhia de Dança

A ANTISTATUSQUO COMPANHIA DE DANÇA é um laboratório de experimentação em dança contemporânea. “Status quo”, segundo Houassis, significa situação, estado, qualidade ou circunstância de uma pessoa ou coisa em determinado momento, uma condição. O uso do “anti” à frente da expressão atribui um significado de oposição à situação vigente, contra os padrões estabelecidos. O trabalho da Companhia se destaca pela pesquisa de linguagem, a construção de dramaturgias críticas e apuro visual em suas produções.

A Companhia é reconhecida como um dos principais e mais atuantes grupos de dança contemporânea de Brasília-DF e do Centro-Oeste e foi criada pela diretora artística e coreógrafa, Luciana Lara, em 1988. Completou em dezembro de 2015, 27 anos de atuação artística ininterrupta. Desde 1989, o produtor Marconi Valadares divide a direção do grupo com Luciana e colabora na produção, direção técnica de palco, na elaboração de cenários e objetos de cena e como designer gráfico.

É formada por 3 núcleos: o Núcleo Artístico, o Núcleo de Formação e o Núcleo de Arte Educação. O Núcleo Artístico criou dez espetáculos: “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica”(2014),“Autorretrato Dinâmico” (2009), “Cidade em Plano” (2006), “Aletheia” (2003), “Coisas de Cartum” (2002), “Dalí” (2000), “Nada Pessoal” (1998), “No Instante” (1996), “Anti Status Quo Dança” (1994), “Efeitos” (1991) e “Eloquência” (1988). Em 2009 criou um projeto de intervenções urbanas chamado “Jamais seremos os mesmos”, realizando séries de intervenções nos espaços públicos da cidade. Esse núcleo também realizou um vídeo-dança piloto chamado: “De Carne e Pedra- Cidade em Plano” e desenvolve também um trabalho de foto performances.


O Núcleo de Formação foi criado em novembro de 2005 com o objetivo de viabilizar a contínua formação artística e técnica de intérpretes em dança contemporânea.


O Núcleo de Arte Educação desenvolve dois projetos: “A.S.Q. Arte-educação - Uma Abordagem Triangular Através da Dança” (desde 2004), realizando um programa educativo que leva alunos de 5ª série do ensino fundamental ao ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal ao teatro para um trabalho que envolve a apreciação, produção e contextualização da dança contemporânea; e o projeto “Diálogos com a Plateia – por de trás dos bastidores” programa de transformação e relacionamento com o público.

A Companhia já participou de vários festivais dentro e fora do país como: Modos de Existir ( SESC –SP) , Festival do Teatro Brasileiro, FITAZ- Festival Internacional de Teatro de La Paz (Bolívia), Mostra de Dança XYZ, Festival Internacional da Nova Dança, Bienal SESC de Dança, Festival Expande Dança no Teatro de Dança de São Paulo-SP, Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília e Marco Zero – Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, etc. Ao longo de seus 26 anos, a A.S.Q. tem sido subsidiada principalmente pelo FAC- Fundo de Apoio à Cultura do DF e Prêmio Klauss Vianna – FUNARTE. Os espetáculos e projetos ganharam vários prêmios regionais e nacionais e também foram beneficiados duas vezes pela Lei Rouanet.



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Benvindo 2016 !!!!! Que seja muito dançante!























Nova foto no nosso blog para começar 2016!

Esta foto foi tirada por Valéria Rocha em 2013 numa aula do Núcleo de Formação  A.S.Q. ( Anti Status Quo Cia de Dança) realizada na Ermida Dom Bosco. Esse dia dançante, ao ar livre, com pessoas tão bacanas, não me sai da memória e por isso escolhi esta foto para inspirar 2016!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Fotos da Confraternização 2015

Juntamos as duas turmas do Núcleo de Formação ASQ na La Panière.... Faltou muita gente querida e que foi bem presente o ano todo.... Muita gente dançante já viajou ou não pôde no dia. Nossa anfitriã teve que continuar na labuta mas estava ligada na gente!!! Choveu no dia  e aí ficamos só nos pães, quitudes e na conversa deliciosa sobre dança e vida!!!! Adorei passar a manhã com vcs! Valeu demais!

Um 2016 com muita dança pra todos e aqui vão as fotos pra gente guardar no coração!







sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pães, ar livre e dança contemporânea na última aula do ano com Luciana Lara !

Confirmadíssima nossa última aula do ano, amanhã, sábado de 8 ás 10 da manhã  atrás da padaria  La Panière que fica na 211 sul bloco A loja 35!

Gente querida dançante, todos estão convidados, todos que dançaram com a gente neste ano de 2015! Não precisa estar fazendo este mês para comparecer!!!!

Quem não foi na aula especial ao ar livre da semana passada, não esquece que pra essas aulas tem que ir de tênis e protetor solar!!! É bom levar também uma garrafinha de água, uma calça comprida e uma blusa de manga comprida para incomodar menos quando formos rolar na grama!!!!

Ah mais uma coisa: não exagerem no café da manhã e vão preparados para  depois tomarmos um café  e apreciaremos os deliciosos e especiais pães da Elisa!!!! Levem dim dim!

Um abraço enorme a todos os alunos que passaram pelas duas turmas do Núcleo de Formação da A.S.Q. (Anti Status Quo Companhia de Dança) este ano! Vejo vocês amanhã!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Ajudando a divulgar: Último dia de O HOMEM NA PRANCHA, o mais novo espetáculo de Edson Beserra e Lavínia Bizzoto na Funarte hoje às 21h!


O HOMEM NA PRANCHA - DANÇA CONTEMPORÂNEA
DIAS 08, 09 E 10 DE DEZEMBRO às 21h.
TEATRO PLÍNIO MARCOS - COMPLEXO CULTURAL FUNARTE

A Oi apresenta e patrocina, via LIC - Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, montagem e temporada de estreia do espetáculo O Homem na Prancha. 

A confluência dos movimentos da água e do vento, assim como da incidência de luz foram os motes dramatúrgicos para a construção do vocabulário coreográfico de O Homem na Prancha, o mais recente trabalho do coreógrafo e diretor Edson Beserra. A pesquisa para construção do espetáculo teve como objetos a pintura de William Turner e a literatura de Guy de Maupassant.

Das pinceladas impressionistas de Turner, como inspiração para a ocupação do espaço cênico pelos bailarinos, foram trazidas ao palco os movimentos diluídos da água e das nuvens provocados pela ação do vento, uma constante nos quadros do pintor inglês. Destas formas difusas, Edson propôs aos bailarinos uma qualidade de movimento que gerasse a impressão de que as formas se dissipassem. Já os matizes de luz, também presentes na obra de Turner, são empregados à cena para imprimir tanto temperatura como para reforçar a energia expressa nos movimentos dos bailarinos.

À fluidez dos quadros de Turner, somam-se traços da personalidade de um homem atormentado, personagem central da obra literária “O Horla”, de Guy de Maupassant. As inquietações desta personagem de Guy se desenvolvem com a sensação da presença de uma entidade que o assombra, presença esta que é percebida pela queda de temperatura provocada pelo vento. Desconforto físico e angústia que servem, também, como mote para construção do vocabulário de movimentos dos bailarinos.

Motivado por esta presença não física de “O Horla”, Edson faz uma referência poética aos Marinheiros, entidades da chamada Linha Auxiliar ou Linha Intermediária da Umbanda. Espíritos que dedicaram suas vidas aos oceanos, vinculadas ao trabalho em embarcações. A manifestação física destes espíritos se caracteriza pela sensação figurativa de estar em alto mar. O cambalear natural das ondas é predicado marcante no comportamento dos médiuns que os incorporam. Na proposta de encenação de O Homem na Prancha, os bailarinos vão fazer o uso do marear como demonstração das alterações de estado e de temperatura da cena.

Para chegar à concepção final deste projeto, participaram do processo de pesquisa o corpo artístico, videoartista e equipe de produção. Para a montagem do espetáculo, coreógrafo, assistente de coreografia e dançarinos se dedicaram a uma extensa rotina de trabalho. Foram mais de 150 horas de ensaios, que contemplaram preparação corporal com treinamento técnico em dança contemporânea e pesquisas coreográficas. O nome do espetáculo faz referência ao estado do criador frente a uma obra em branco e do homem que caminha na prancha e tem as opções voltar para o navio ou lançar-se ao mar.

Edson Beserra. Diretor artístico e coreógrafo do projeto, atua como coreógrafo desde 2003. Bailarino por quase 08 anos do Grupo Corpo Cia de Dança, tem seu trabalho reconhecido por críticos no The New York Times e na Folha de São Paulo. Foi do corpo de bailarinos das Companhias Cia. de Dança Deborah Colker e da Quasar Cia. de Dança.

Serviço:
Espetáculo: O Homem na Prancha
Gênero: Dança Contemporânea
Complexo Cultural Funarte, Teatro Plínio Marcos
Eixo Monumental, Setor Divulgação Cultural - Brasília/DF.
Informações: 3322.2076 ou 2025.
Temporada: De 8 a 10 de dezembro, de terça a quinta, às 21h.
Ingressos: R$ 10,00. Vendas no local.
Duração: 45 minutos.
Classificação indicativa: 16 anos.
Informações: sill.eventos@gmail.com

Ficha técnica:
Direção e coreografia: Edson Beserra
Dançarinos: Edson Beserra e Lavinia Bizzotto
Assistência de coreografia: Marcos Buiati
Bailarino colaborador: Marcos Buiati
Produção executiva: Silvia Leticia, Sill Produções
Figurino: Moema Carvalho
Iluminação: Moises Vasconcellos
Cenário: Hierônimus do Vale
Sonoplastia: Kiko Barretto
Design gráfico: Maíra Zannon, Ilha Design
Assessoria de Imprensa: Rodrigo Machado, Território Cultural




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Aulas dessa semana sobre Laban !!!

Queridos alunos,

Aqui vai um material complementar que eu fiz sobre Laban e é parte da minha monografia de conclusão de curso de Licenciatura em Artes pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Não deixe de ler!!!! Uma hora e meia de aula é muito pouco pra falar desse importante artista/ pesquisador do movimento.



 Rudolf Laban (1879 - 1958) foi bailarino, coreógrafo, pesquisador e professor. Nasceu na Bratislava, na época, pertencente à Hungria. Estudou arquitetura, e foi também diretor de movimento da Ópera Estadual de Berlim. Durante a Primeira Guerra Mundial fixou-se na Suíça onde abriu uma escola de Arte do Movimento. Na Segunda Guerra vai para a Inglaterra onde funda o Modern Educational Dance.
Laban desenvolveu um estudo sobre os elementos físicos, fisiológicos e psicológicos constitutivos do movimento humano para  tratar da intencionalidade do movimento como expressão  e considerava esses elementos os mesmos, seja na arte, no trabalho ou no cotidiano (LABAN, 1978). Pesquisou inúmeros contextos do movimento, tais como: o movimento de e para dançarinos e atores no teatro profissional; o movimento dentro da coletividade; o movimento na educação de qualquer pessoa; o movimento como terapia; o movimento no trabalho industrial e a escrita do movimento.
 Seu trabalho se caracteriza como um sistema, “uma ciência da dança ou uma  lógica da dança” e se chama  Análise Laban de Movimento. Hoje também pode ser chamada de Coreologia e engloba a Corêutica  (estudo da organização espacial do movimento),  a Eukinética (estudo das qualidades expressivas do movimento , ritmo e dinâmica),  o uso instrumental do corpo, o relacionamento do corpo com ele mesmo, com outro e com o espaço e um sistema de notação do movimento chamado de Labanotation  ou  kinetografia (RENGEL, 2003).

                                  
Atualmente a Análise Laban de movimento, internacionalmente abreviada como LMA, Laban Movement Analysis (Moore e Yamamoto,1988) é usada como forma de descrição e registro de movimento cênico  ou cotidiano (de cunho artístico e/ou científico), método de treinamento corporal (teatro, dança, musical), coreográfico, diagnóstico e tratamento em dança-terapia. O que hoje chamamos de Sistema Laban ou Análise Laban de  movimento (até os anos 80 chamado de sistema Effort-Shape, Expressividade–Forma) consiste de fato, em uma série de desenvolvimentos realizados até o momento por profissionais das mais variadas localidades, atualizados e divulgados em congressos e publicações periódicas (FERNANDES, 2002, p.24).

A Teoria de Rudolf Laban é normalmente mais associada à dança do que ao teatro, isso se deve a sua imensa contribuição para o desenvolvimento da dança moderna. Mas, suas idéias vêm sendo usadas em métodos de treinamento do artista cênico desde o início do desenvolvimento de sua teoria, em consonância com as concepções de que não há divisão entre dança e teatro, corpo e mente, movimento e texto. È, também, hoje um instrumento de arte-educação usado, estudado e desenvolvido no mundo todo. No Brasil foi inclusive utilizado como uma referência teórica e instrumento  metodológico para o ensino do movimento tanto na modalidade de dança como no teatro nos documentos oficiais que norteiam a Educação Básica do Distrito Federal (Ensino Fundamental e Médio) e nacionalmente como por exemplo os Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs).
A contribuição de Laban é enorme e atinge também outras áreas de conhecimento como, por exemplo, a saúde, a antropologia, os estudos culturais, etc.
A teoria de Laban é baseada na observação (percepção), na experimentação e na análise. Quando se tem o primeiro contato com suas definições e seus conceitos, tem se a impressão de que já se sabia tudo de forma intuitiva, mas a teoria organiza e sistematiza esse conhecimento intuitivo. Na vida cotidiana o homem se comunica através do movimento corporal e das cordas vocais. O ser humano tem a inteligência dotada para ler os movimentos e compreender o que eles significam, interpretando-os individualmente, a sua própria maneira e na maioria das vezes de forma inconsciente.  A revelação da teoria acontece quando através de conceitos e palavras se consegue compreender melhor  os aspectos do movimento que parecem impossíveis de se definir racionalmente ou verbalmente. Todo o estudo fornece um quadro teórico, uma gramática  dentro da qual se pode pensar, analisar, ler e falar de movimento.

  
A rede de pensamento de Laban é rica e abrangente e seu legado
 instrumental é bastante versátil, de grande aplicabilidade e permite despertar a imaginação e a criação de movimentos, auxiliando o ensino e o treinamento do corpo na experiência do movimento. (FERNANDES, 2002, p.36)


         Valerie Preston-Dunlop, ex-aluna de Laban, principal divulgadora e pesquisadora de seus estudos, desenvolveu uma metodologia que organiza  a teoria de Laban  propondo um modelo estrutural do movimento. Sua composição é dividida em cinco partes: Corpo, Ação, Dinâmica, Relações e  Espaço, mas atuam sempre de forma conjunta.
Na concepção de Rudolf Laban o conteúdo do movimento é uma linguagem que  comunica sem palavras. A Teoria de Análise do Movimento identifica os elementos que constituem o movimento e interferem em sua expressão. Além disso, sua análise reconhece as relações do movimento com o espaço, com o corpo, com o tempo, possibilitando multiplicar os seus sentidos.
Por isso sua teoria é utilizada como instrumento de pesquisa e criações coreográficas, pois ela trabalha com os princípios que regem o movimento, dessa forma não estabelece um vocabulário, ou uma técnica específica que resulte em uma só estilização do movimento e possibilita relações simbólicas e significativas pessoais e idiossincráticas. E isso pode ser confirmado pelos trabalhos criados por seus principais  seguidores como Mary Wigman, Alvin Nikolai e Kurt Joss. Estes coreógrafos desenvolveram vocabulários completamente distintos um do outro de acordo com as características de suas personalidades e maneiras de ver o mundo. Kurt Joss, além de coreografar a partir de Laban, junto com Leeder, sistematizou uma técnica utilizada até hoje em escolas da Alemanha e por companhias mundialmente famosas como a de Pina Baush que foi sua aluna e discípula. (LOBO; NAVAS, 2003).
A instrumentalização da teoria de Laban também tem sido usada para outros objetivos como a formação do ator, do bailarino e é especialmente aplicada no ensino artístico educativo da dança por se adequar aos princípios da educação que tem por preocupação formar indivíduos que participem da sociedade, críticos, autônomos, criadores e re-significadores de imagens e movimentos. 



Bibliografia:

LARA, Luciana (2005). O ensino do movimento expressivo. Monografia de Conclusão de Curso- Licenciatura em artes pela  Faculdade de Artes Dulcina de Moraes.Brasília-DF.
FERNANDES, Ciane (2002): O Corpo em movimento: O Sistema Laban-Bartenieff na Formação e Pesquisa em Artes Cênicas. Annablume, São Paulo.
LABAN, Rudolf (1990): Dança Educativa Moderna, Icone, São Paulo.
LABAN, Rudof (1978): O Domínio do movimento, Summus, São Paulo.
LOBO, Lenora; NAVAS,Cássia. Teatro do Movimento: Um método para um intérprete criador. Brasília,L.G.E. Editora, 2003.
MIRANDA, Regina (1979): O movimento expressivo. Funarte, Rio de Janeiro.
Preston-dunlop, Valerie. Dance is a language isn’t it? Londres, Laban Cente for movement and dance,1992.
RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo, Annablume, 2003.


"Enquanto que os movimentos dos animais são instintivos e basicamente realizados em resposta à estimulação exterior,os do homem encontram-se caracterizados por qualidades humanas; por intermédio deles o homem se expressa e comunica algo de seu ser interior. Tem ele a faculdade de tomar consciência dos padrões que seus impulsos criam e de aprender a desenvolvê-los, remodelá-los e usá-los.”(Laban) 

Além da foto e dessa última citação tem mais informações no wikidança: http://www.wikidanca.net/wiki/index.php/Rudolf_von_Laban

Aqui vão algumas  imagens que achei na internet:  















quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ajudando a divulgar: Espetáculo Fio a fio com Giselle Rodrigues e Édi Oliveira de hoje à domingo no SESC Garagem! Não percam!




Serviço:


De 8 a 11 de outubro de 2015.

Quinta e sexta, às 20h30. Sábado e domingo, duas sessões, as 17h e as 20h30.

Ingressos: R$ 10,00 a meia entrada. SESC Garagem




Confira o teaser:

domingo, 20 de setembro de 2015

Sobre as aulas de dança contemporânea da semana de 21/09 a 25/09!

Queridos alunos da turma de terça quinta e sexta e  da turma de segundas e quartas,

Estou acompanhando a Bienal SESC de Dança em Campinas-SP que começou no dia 17 e vai até dia 27 de setembro.  O festival está com uma programação muito bacana e por isso resolvi investir nesta viagem. Acredito que  vai ser um bom momento de reflexão sobre minha prática, boas oportunidades  de intercâmbio, e  importante disparador de ideias. Busco sempre o fluxo e a efervescência de informações para me manter  alimentada como artista/pessoa e profissional da dança. E tenho certeza que isso irá reverberar e  chegar até vocês durante as aulas.Por isso peço que compreendam a minha ausência! Busquei alguém de confiança para me substituir, mas as pessoas com que conto para tal tarefa não estavam disponíveis em todas as datas e horários que eu precisava!  

Portanto, semana que vem não haverá aulas da turma de iniciantes, e como nós combinamos na semana passada, vamos combinar se reponho as aulas ou dou um desconto na mensalidade do mês que vem  por estes dias...

Para a turma de terça, quinta e sexta, vai ter aula sim! Marcela Brasil, irá conduzir as aulas, não deixem de ir! Marcela foi bailarina do núcleo artístico da Anti Status Quo Cia de Dança Companhia de Dança,por 10 anos !  É uma oportunidade interessante de fazer uma  aula diferente e ela vai desenvolver atividades que planejou especialmente pra vocês!

Um abraço grande e até a volta! Na semana do dia 26/09 estou de volta firme e forte, revigorada e mais animada que nunca!

Luciana Lara

Aproveito pra divulgar aqui o site da Bienal  para vcs darem uma fuçada e ver a programação: http://bienaldedanca.sescsp.org.br

N facebook acompanhem pelo evento: https://www.facebook.com/events/1668956816649865/
Ou pela página da Bienal: https://www.facebook.com/sesccampinas











quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Focus Cia de Dança se apresenta sem ser neste, no outro final de semana em Brasília e vai ter oficina gratuita, confira !


"As Canções que Você Dançou pra Mim" faz curta temporada no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília, dias 18,19 e 20 de setembro (Sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h)



As canções que você dançou pra mim – Focus Cia de Dança

Prestes a completar 250 apresentações, As canções que você dançou pra mim faz curta temporada – dias 18, 19 e 20 de setembro –, no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília. O espetáculo, dirigido por Alex Neoral, integra a grade de programação da ocupação Território Paranoá – Eixo Cerrado Amazônico, contemplada pelo Edital de Ocupação do Teatro Funarte Plínio Marcos 2015.


As Canções que Você Dançou pra Mim reúne estilos como iê-iê-iê, canções românticas, além de clássicos que despertam emoções na construção da coreografia. Alex Neoral – que em 2014 realizou o inigualável Saudade de Mim, a partir da obra de Portinari e Chico Buarque – se inspira na obra de Roberto Carlos para criar a montagem, que visita as décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990, por meio de muito movimento. Além de Alex Neoral, também estão no elenco Carol Pires, Clarice Silva, Cosme Gregory, Felipe Padilha, Gabriela Leite, Marcio Jahú e Monica Burity.


“A escolha por Roberto Carlos surgiu de brincadeiras do elenco, que durante as viagens cantava músicas do rei, onde um ia interrompendo o outro, com outra música, a partir de uma palavra comum”, conta o diretor e coreógrafo Alex Neoral. “Uma canção vai puxando a da sequência, formando uma grande história. É como se uma perguntasse e a outra respondesse”, completa Alex. As canções que você dançou pra mim está a quatro anos em cartaz, e foi eleito entre os melhores do ano pelos jornais O Globo (2011) e Folha de São Paulo (2012). Uma das principais companhias da atualidade na cena brasileira, a Focus Cia. de Dança é patrocinada pela Petrobras.


Mais de 70 trechos das composições, sempre na voz do próprio Roberto em suas versões originais em clássicos dos anos 1960 a 1980 compõem As canções que você dançou para mim. Para Alex, o desafio é duplo: mergulhar na obra de um artista tão popular, tão presente no cotidiano dos brasileiros, e colocar tal obra em diálogo com uma arte abstrata como a dança. “O significado da palavra é muito forte na canção. Procurei usar a literalidade, mas de uma forma inteligente, que não limitasse a dança a uma legenda da letra. Aproveitei as intenções para dar fisicalidade ao movimento e para buscar uma atitude teatral”, destaca. O resultado é uma apresentação que estabelece comunicação direta com os espectadores, o que cria identificação e conquista plateias de diferentes perfis.


Para completar o universo de referências à obra de Roberto Carlos, As canções que você dançou pra mim traz figurinos em tons de azul, que fazem alusão aos modelos e cortes das décadas de 1960 a 1980, com toques contemporâneos.


Além das apresentações, o grupo também realiza, em Brasília, uma oficina de Dança Contemporânea, totalmente gratuita. A oficina acontece no dia 19 de setembro (sábado), das 14 às 17 horas, no Teatro Plínio Marcos. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até o dia 11 de setembro, com o envio do currículo para o e-mail focusciadedanca@gmail.com. As inscrições são gratuitas. O público-alvo é de bailarinos profissionais. A divulgação do resultado será feita por email no dia 15/09.




Sobre a Focus Cia. de Dança

A Focus Cia. de Dança, dirigida por Alex Neoral, que completa 15 anos em 2015, foi fundada no ano 2000 e hoje é um dos mais atuantes grupos de dança do Rio de Janeiro. Possui no repertório, 12 peças coreográficas, dentre as quais Ímpar, 3 Pontos, Dente de Leite e o recente Saudade de Mim. Em 2010 e 2011, a Focus se apresentou em 32 cidades francesas, inclusive na Bienal da Dança de Lyon. Seu itinerário internacional inclui destinos como Nova York e Washington (EUA), Porto (Portugal), Torino (Itália), Stuttgart (Alemanha) e Panamá. No Brasil, já levou espetáculos para mais 80 cidades. Seus trabalhos já foram indicados entre os melhores do ano por veículos como o Jornal do Brasil e O Globo. No ano de 2012, o júri especializado do Guia da Folha de São Paulo elegeu As canções que você dançou pra mim como uma das três melhores montagens daquela temporada pela originalidade e simplicidade da proposta.



Sobre o diretor

Alex Neoral é o idealizador, fundador e diretor da cia. Ele também é o coreógrafo que através desse grupo pode experimentar suas primeiras danças. Alex começou a dançar aos 15 anos. Como bailarino, integrou a Cia de Dança Deborah Colker, Cia Nós da Dança, Grupo Tápias e Cia Vacilou Dançou – Carlota Portella. Paralelamente à atividade de intérprete de outros diretores, sempre tentou manter ativo o impulso criativo, fundando a Focus Cia de Dança. Como coreógrafo, criou trabalhos para importantes grupos como São Paulo Cia de Dança, Teatro Bolshoi no Brasil, City Dance Ensemble (Washington DC), entre outros. Trabalha no carnaval carioca há cinco anos e hoje coreografa a Comissão de Frente da Unidos da Tijuca que, este ano, tirou nota máxima do júri. Foi o responsável pelas coreografias e direção de movimento de Rock in Rio – o musical,Cazuza – pro dia nascer feliz e Palavra de Mulher.



Serviço:As Canções que Você Dançou pra MimCom a Focus Cia de Dança (RJ)

Dias 18, 19 e 20 de setembro
Sexta e sábado, às 21h
Domingo, às 19h
Ingressos: R$ 20 (inteira)


Abertura da bilheteria: terça a quinta, de 16h às 19h; e de sexta a domingo, a partir das 16h.
Local: Teatro Funarte Plínio Marcos (Complexo Cultural Funarte Brasília)
Eixo Monumental, Setor Divulgação Cultural – Brasília (DF)
Classificação indicativa: Livre
Duração: 55 minutos


Oficina de Dança Contemporânea, com a Focus Cia de Dança (RJ)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Abordando a Videodança!

Queridos alunos,

De acordo com alguns questionamentos nas nossas últimas aulas, achei este texto sobre videodança  no wikidança, mais precisamente no :  http://wikidanca.net/wiki/index.php/Videodan%C3%A7a  

Pra quem não conhece o wikidança é igual a wikipedia só que de dança.... Um ótimo lugar pra pesquisar sobre tudo que vc tiver curiosidade sobre dança! E está em português!

Mando logo depois do texto, neste post também alguns vídeos que mostrei em aula !


A videodança como linguagem1 surgiu no início dos anos 70. No início, o vídeo associado à dança era uma forma de registro, uma vez que a dança sofre uma dificuldade histórica nesse aspecto. Por ser fruto de uma criação corporal, a dança tem uma premissa presencial muito peculiar, e mesmo o balé clássico que compôs uma gramática própria, ou as notações de Rudolf Laban que também são resultados da tentiva de sistematizar um método de trabalho físico, o desenvolvimento da dança sempre esteve atrelado ao instante do movimento, tornando difícil para os pesquisadores e criadores seu registro pela escrita ou imagem estática. A possibilidade de filmar e reproduzir os movimentos realizados por bailarinos trouxe, num primeiro momento, a inovação do estudo técnico da dança, expansão e repetição do conhecimento dessa área. As experiências inaugurais do vídeo com a dança, portanto, são do campo do utilitário.


Num segundo momento, o vídeo deixa de ser apenas um meio de registro e reprodução e passa a ser parte componente de uma criação. As primeiras experiências nessa direção são atribuídas por pesquisadores da área principalmente ao coreógrafo Merce Cunningham. Sua primeira videodança foi Westbeth, produzida em estúdio pelo filmmaker Charles Atlas, no outono de 1974, e lançada em 1975. Estava inaugurada a parceria entre os dois artistas, que geraria muitas outras obras. Westbeth é uma colagem de seis partes e foi baseada na constatação de que a televisão muda o nosso modo de olhar e altera nossa sensação de tempo. A diferença da videodança para o registro de dança é quando o artista se apropria da mídia utilizada, a partir de seus (mídia) valores estéticos e poéticos. Nesse aspecto, o uso do vídeo passa a ser também artístico.


A videodança é um dos possíveis resultados da interferência da tecnologia no fazer artístico de dança. Podemos atribuir seu desenvolvimento a fatores relacionados à facilidade de acesso a artefatos técnicos como filmadora, computador e internet, provenientes do avanço tecnológico em nossos dias, ou ainda à interdisciplinaridade cada vez mais evidente entre diferentes lnguagens artísticas. No entanto, para que facilite a compreensão desse conceito, ainda em construção, será apresentado de forma introdutória, um estudo da pesquisadora Maíra Spanghero que classificou e delimitou a videodança em três tipos.


1. A videoarte surgiu quando Nam June Paik, em 1965, filmou a Comitiva Papal de dentro de um táxi na Quinta Avenida, em Nova York, e na mesma noite apresentou o vídeo como seu trabalho artístico num encontro no Cafe a-Go-Go. Informações adicionais: o vídeo surgiu em meados dos anos 60, a TV nos anos 50 e a TV em cores em 1968. (SPANGHERO, pág. 38, 2003)



Terminologias para videodança:

Segundo Spanghero, a terminologia engloba três tipos de prática: o registro em estúdio ou palco, a adaptação de uma coreografia preexistente para o audiovisual e as danças pensadas diretamente para a tela. O primeiro tipo de prática nada mais é do que a gravação da coreografia original com uma ou mais câmeras sem que esta sofra alterações significativas. A câmera guia o nosso olhar para ver melhor a coreografia, com detalhes e distâncias que não veríamos na platéia do teatro, mas não promove um outro pensamento além do registro. O segundo tipo de prática entre imagem e dança é a adaptação ou transdução de uma coreografia preexistente para outro meio, que é a captura da câmera e o ambiente do computador. A terceira forma de relacionar dança e imagem é chamada, em inglês, de screen choreography: são as danças concebidas especialmente para a projeção na tela. Esta prática implica a passagem da dança de um suporte para outro, como nos demais casos, mas concebida como um processo carregado de transformações que constroem novos conceitos. São danças criadas para o corpo do vídeo e para o olho que se habituou a conviver com televisão, vídeo e cinema.


"Como na prática anterior, o que interessa primordialmente é que a câmera dance com o
bailarino e que o bailarino se coloque no espaço e no tempo da câmera. No olhar da câmera.
Quando a dança é captada pelo olho da imagem, ela ganha uma outra existência. Na realidade,
este jogo adaptativo permite o florescimento de novas práticas para a dança e a modificação
do corpo."(SPANGHERO, pág. 38, 2003)


Expandindo esta classificação, há ainda outro tipo de prática que envolve o movimento do corpo e o audiovisual: danças que acontecem no palco com a presença de projeções, capturadas ou não em tempo real. Talvez a videocenografia e demais formas de relação entre o corpo que dança e as câmeras também constituam outras ocorrências, ou subsistemas, neste panorama.


Texto tirado tirado da Wikidanca


Vídeodanças:



One flat thing reproduced de William Forsythe:








Amelia de Edouard Lock:






quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Hoje tem lançamento do livro do ENDANÇA no Museu da República!



É hoje gente!
O lançamento do livro ENDANÇA 35 ANOS!
Quinta-feira, dia 20/08, agorinha, às 20h no Museu da República!


O livro conta parte importante da história da dança contemporânea em Brasília e no Brasil!!!







Para quem não conhece o EnDANÇA:

Criado em 1980, por Luís Mendonça e Márcia Duarte, em Brasília! O Grupo EnDança é um dos mais conhecidos e respeitados grupos de dança contemporânea do Brasil. Depois de um período crítico para o país esta nova geração da dança dedica-se às experimentações, à pesquisa de maneiras de expressar-se. Calcado na proposta de pesquisa do movimento, o EnDança traça seu caminho, extrapolando o território do Centro-Oeste e fazendo seu nome no Brasil.


Muito da base do grupo tem a ver com as influências de seu criador, Luís Mendonça, e da convivência e trabalho que ele desenvolveu por quatro anos com o bailarino tcheco Zdnek Hample. Investigações focam dança com ênfase nas possibilidades físicas do corpo em espaços não-convencionais. Começa-se a explorar então a exausatão, as sensações e através de laboratórios que focavam as experiências sensoriais, surgem vivências, reflexões e discussões que sustentam o trabalho do grupo.


As aulas, as experiências individuais dos bailarinos nos laboratórios, somavam-se para a criação da cena. Assim, Luís Mendonça, que assume a pesquisa focada na engenhosidade do movimento, somando os gestos cotidianos às experiências sensoriais, une-se à Márcia Duarte que por sua vez, trazia o feminino para a cena e seu interesse pela construção dramática.Juntos, constrõem os pilares que mantiveram o grupo por 15 anos.


Entre os integrantes destacam-se: Cristina Moura,  Giselle Rodrigues, Eveline Moura, Selma Alves, Viviane Rodrigues e Sérgio Pessanha (iluminador).

Saiba mais sobre a produção do grupo em: 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Hoje e amanhã tem dança no Festival Cena Contemporânea no Teatro da Caixa: D’Eux #2 e Gravitè (França)!


D’Eux #2 e Gravitè de Fabrice Lambert (França)

19 e 20 de agosto, às 21h
Teatro da Caixa
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

TEMPO DE DURAÇÃO: 67 min
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos

Apresentação da performance D’Eux #2 (22 min) no hall do Teatro da CAIXA e, após intervalo de 20min, espetáculo Gravité (25 min), no palco do Teatro.







D’Eux #2 dá sequência aos questionamentos abordados por Fabrice Lambert em D’Eux, que ele apresentou no Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint Denis, em 2008. O artista inspira-se na obra de Malevitch – especialmente no quadro ‘Quadrado negro sobre fundo branco’ (1913-1915), que consagrou o artista como ícone da arte moderna – para trabalhar o tema da abstração. Utiliza o próprio corpo como matéria e cor, trabalhando o ton sur ton, numa dança que joga com a gravidade, brincando com a percepção e fazendo ressurgir, do corpo do intérprete, as energias que o colocam em movimento.




‘Gravité’ é, ao mesmo tempo, uma instalação e uma coreografia para um corpo apoiado sobre um plano de água de 5 m x 5 m. Luz e som se cruzam constantemente para revelar ao espectador os movimentos mínimos que ocorrem no corpo e na água, constituindo uma unidade, graças a um processo que produz uma imagem gráfica, sem recorrer a uma projeção de vídeo. Com o trabalho, Lambert provoca um sentimento quase hipnótico, de um homem que, parecendo estar imerso na água, caminha e se movimenta sobre ela.




FABRICE LAMBERT – Formado pelo Centre National de Danse Contemporaine d’Angers, funda, em 1996, L’Expérience Harmaat, junto com Yuha-Pekka Marsalo. Atua como intérprete em diferentes companhias até estruturar e assumir a direção de L’Expérience Harmaat, dentro da qual exerce seu trabalho de pesquisa e criação. O local funciona como cruzamento de projetos e linguagens, absorvendo a experiência sobre conceitos do movimento em diversas áreas, como artes plásticas, dança, música, engenharia etc.




D’Eux #2

Concepção e interpretação: Fabrice Lambert

Direção de luz: Ivan Mathis

Direção de som: Marek Havlicek

Produção e difusão: Olivier Stora

Produção: L’Expérience Harmaat

Fabrice Lambert esteve em residência no Centre National de la Danse, em parceria com o Département de la Seine-Saint-Denis. L’Expérience Harmaat é patrocinado por DRAC Île de France, Département de la Seine Saint-Denis e l’Institut Français para turnês internacionais.




Gravité

Concepção, dispositivo e interpretação: Fabrice Lambert

Dispositivo: Guillaume Cousin

Direção de luz: Ivan Mathis

Direção de som: Marek Havlicek

Produção: L’Expérience Harmaat

Coprodução: Le Manège, Scène Nationale de la Roche sur Yon, Scène Nationale de Reims, Festival Uzès Danse, com o apoio da direção regional de cultura da Île-de-France – Ministério da Cultura e da Comunicação da França.




OS ESPETÁCULOS SÃO APRESENTADOS COM APOIO DA EMBAIXADA DA FRANÇA









Veja mais sobre o festival: http://www.cenacontemporanea.com.br



domingo, 9 de agosto de 2015

Esta semana do dia 10/08 à 16/08 estarei no Rio fazendo um curso, mas vai ter aula normalmente!

Queridos alunos, durante esta semana  haverá aula normalmente enquanto vou ao Rio de Janeiro para acompanhar um festival de videodança: o Festival Dança em Foco e fazer o curso " Filmar para a edição; editar para a dança" com Simon Fildes. 

O  bailarino e ator Raoni Carricondo que dança na Companhia me substituirá nas aulas de inciantes. Nas aulas de intermediário/avançado ele junto com a bailarina Marcela Brasil (que dançou na Companhia por 10 anos) estarão conduzindo as atividades nas terça, quintas e sexta dessa semana! 

Não faltem, planejamos as atividades para dar continuidade ao que estamos desenvolvendo e  aproveitem as especificidades desses artistas que podem contribuir com outros conteúdos e metodologias pra sua formação! Nos encontramos semana que vem! Boa semana de aula!


Conheça o festival e o curso que vou fazer, acesse: www.dancaemfoco.com.br