sábado, 14 de agosto de 2010

Estamos prontos para a apresentação no Jogo de Cena!



 Núcleo de Formação da Anti Status Quo Companhia de Dança no Jogo de Cena.
" Cenas Surrealistas " de Dalí
O Núcleo de Formação da Anti Status Quo Companhia de Dança e  bailarinos convidados apresentam uma adaptação de um trecho do espetáculo “DALÍ”, inspirado na obra e na vida do pintor surrealista Salvador Dalí, criado em 2000 por Luciana Lara e os bailarinos da Companhia. A pesquisa de movimento da coreografia investe na fisicalidade de algumas imagens recorrentes na obra do pintor, explora a sua personalidade controversa e excêntrica e também os métodos de criação utilizados pelos surrealistas (como o automatismo psíquico e o método paranóico crítico). Tudo para criar cenas surreais que parecem vir diretamente do inconsciente, do mundo dos sonhos.

Direção e Coreografia: Luciana Lara
Bailarinos convidados:
Marcela Brasil
Robson Castro
Núcleo de Formação:
Flávia Faria
Bruna Wieczorek
Diego Rodrigues
Marília Vilela
Paco Leal
Paulo Carpino
Sofia  Wieczorek
Mariana Rizério
Valéria Lehmann

Trilha sonora especialmente criada para o espetáculo: Cláudio Vinícius
Figurino: Maria Carmem
Produção: Marconi Valadares


terça-feira, 10 de agosto de 2010

A dor e a busca

Meu corpo ainda está marcado.
Por algum motivo eu gosto de olhar para essas marcas.
Senti que o desejo de me livrar dos pregadores era muito maior do que a dor.
Dor em diversos graus, desde uma leve pressão até o belisco insuportável.
Fiquei ofegante, entrei em desespero e cheguei a beira da exaustão.
Exaustão causada por não ter certeza de quando eu conseguiria me livrar do último, por naquele momento acreditar no esgotamento de possibilidades de movimentos, e pela dor, que ia ficando cada vez mais aguda.
Tive dificuldade de interagir com os espectadores.
Não consegui conciliar a minha agonia, com o fato de estar performando.
Não me questionei o porque de estar me submetendo a isso.
Simplesmente me entreguei e vivi.
Vejo como ricas as experiências sensoriais desse tipo e sou encantada pelo que elas despertam em mim.
Analisando agora, isso é muito maior do que a dor.
Penso que situações como essas realizam muito do que busco, por mais que eu não consiga expressar essa busca em palavras.
E talvez seja por isso que eu dance.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Salva a dor Dalí!

Ador salva?
Poder sentir dor, dá poder?
Poder se sentir, dá poder?
A arte dói?
A dança dói?
Dançar, pode doer?
Uma dor surreal é inconsciente?

Vou postar imagens surreais aqui, posso?...


















A experiência com pregadores na sexta-feira dia 6 de agosto

Tivemos uma incrível conversa que nos fez confrontar com perguntas do tipo: O que é arte? Até que ponto o que fazemos é arte e quando uma experiência como essa deixa de ser arte? Pra quê serve a arte? Ela tem função? Porquê faço arte? Pra quem faço arte? A questão do gosto/não gosto. Obra de arte/ obra artística. Representação/ arte.Entretenimento e arte. Arte contemporânea. O valor e o julgamento da arte. Algumas pessoas citaram alguns textos e referências.... Bem que vcs podiam postar aqui essas refências ou links...

Marília e Bruna experimentaram os pregadores depois do debate. Que rico o que toda essa experiência vem nos suscitando! Ai vão as únicas fotos que fiz delas.... A bateria infelizmente acabou.



contágio dançante - é impossível ficar parado!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pregados, pois.

Por hoje estive fora de mim. Recusei a racionalidade e fui... Fui para fora de mim; saí do ventre quente dos sentidos absolutos. Pregaram-me o corpo inteiro com minha concessão, minha sincera passividade, o ato ingênuo de crer que o controle e a manipulação seriam possíveis, factuais. Esticaram-me a pele, deformaram-me o rosto; e eu... Eu sorri e disse “vá em frente”. Arrancaram-me do conforto, marcaram-me a epiderme, despiram meu corpo de seus subterfúgios, expondo-o a olhares minuciosos enquanto lutava contra a desfiguração.

Precisei me livrar de mim; recusar o que se tornara fragmento meu, aquilo que pressionava, construía, refazia, engendrava um outro eu – pura irracionalidade e angústia seca. Contorci, andei, mexi, expulsei, implorei para que acabasse, refugiei-me na certeza da efemeridade da dor.

Fisicamente findou-se o processo, mas curiosamente algo ainda me oprime. A intensidade da sensação é certeza de que saí, fui para longe... E agora retorno a mim, mas há estranheza; há desconforto no velho molde. Respiro melhor e, no entanto, não tenho laços sólidos, apenas vagas reminiscências do que fui outrora. Volto a mim em movimento contínuo de ruptura e invariância; não me resta centro fixo, só instabilidade de essências – um passo adiante necessariamente perturba tudo o que fora construído até então.

A vocês: obrigada.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dalí da Anti status Quo Cia de Dança - 2000

Aqui vão algumas fotos que fizemos para estrear o espetáculo DALÍ em 2000. Escolhi postar as que vcs vão estar trabalhando para a performance no Jogo de Cena!!!!