domingo, 22 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Estamos prontos para a apresentação no Jogo de Cena!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A dor e a busca
Por algum motivo eu gosto de olhar para essas marcas.
Senti que o desejo de me livrar dos pregadores era muito maior do que a dor.
Dor em diversos graus, desde uma leve pressão até o belisco insuportável.
Fiquei ofegante, entrei em desespero e cheguei a beira da exaustão.
Exaustão causada por não ter certeza de quando eu conseguiria me livrar do último, por naquele momento acreditar no esgotamento de possibilidades de movimentos, e pela dor, que ia ficando cada vez mais aguda.
Tive dificuldade de interagir com os espectadores.
Não consegui conciliar a minha agonia, com o fato de estar performando.
Não me questionei o porque de estar me submetendo a isso.
Simplesmente me entreguei e vivi.
Vejo como ricas as experiências sensoriais desse tipo e sou encantada pelo que elas despertam em mim.
Analisando agora, isso é muito maior do que a dor.
Penso que situações como essas realizam muito do que busco, por mais que eu não consiga expressar essa busca em palavras.
E talvez seja por isso que eu dance.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Salva a dor Dalí!
A experiência com pregadores na sexta-feira dia 6 de agosto
Marília e Bruna experimentaram os pregadores depois do debate. Que rico o que toda essa experiência vem nos suscitando! Ai vão as únicas fotos que fiz delas.... A bateria infelizmente acabou.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Pregados, pois.
Por hoje estive fora de mim. Recusei a racionalidade e fui... Fui para fora de mim; saí do ventre quente dos sentidos absolutos. Pregaram-me o corpo inteiro com minha concessão, minha sincera passividade, o ato ingênuo de crer que o controle e a manipulação seriam possíveis, factuais. Esticaram-me a pele, deformaram-me o rosto; e eu... Eu sorri e disse “vá em frente”. Arrancaram-me do conforto, marcaram-me a epiderme, despiram meu corpo de seus subterfúgios, expondo-o a olhares minuciosos enquanto lutava contra a desfiguração.
Precisei me livrar de mim; recusar o que se tornara fragmento meu, aquilo que pressionava, construía, refazia, engendrava um outro eu – pura irracionalidade e angústia seca. Contorci, andei, mexi, expulsei, implorei para que acabasse, refugiei-me na certeza da efemeridade da dor.
Fisicamente findou-se o processo, mas curiosamente algo ainda me oprime. A intensidade da sensação é certeza de que saí, fui para longe... E agora retorno a mim, mas há estranheza; há desconforto no velho molde. Respiro melhor e, no entanto, não tenho laços sólidos, apenas vagas reminiscências do que fui outrora. Volto a mim em movimento contínuo de ruptura e invariância; não me resta centro fixo, só instabilidade de essências – um passo adiante necessariamente perturba tudo o que fora construído até então.
A vocês: obrigada.





















































